sábado, 8 de março de 2025

34º Aniversário do Sarau da Sociedade de Poetas da Vila Prudente

Alexandre Morais Paulino,
Esquerda: Livro com alguns minos entregues aos escritores. 
Direita: clique de Marina Saraiva Balieiro.
 

Trinta e quatro anos, uma vida, sem medo de errar é um dos coletivos de poetas mais antigos de Sampa em atividade.

Para mim foi motivo de grande alegria o convite para participar da Antologia de aniversário, convite vindo da poeta e curadora do Sarau, Darcy Reis Rossi, uma mulher dona de uma energia surpreendente.

“[...] Em cada poeta, cada página desta Antologia, temos a expansão do real ao imaginário, trabalhando as palavras de forma a possibilitar a ressignificação semântica, dando assim vários nuances à própria poesia.
Cada poema leva ao leitor o entretenimento pessoal, social e literário, revelando ser o autor um artífice das letras, um investidor de sonhos, [...]”
Fragmento da Apresentação escrita por Darcy Reis Rossi, 
pode ser encontrada na página 6.

“A Sociedade de Poetas do Círculo dos Trabalhadores de Vila Prudente foi fundada exatamente quando iniciei a minha carreira literária na década de 90. Recordo com emoção os primeiros poetas do grupo, os primeiros saraus [...]. O tempo passou e nessa sintonia poética, sendo hoje o editor da Nova Literarte, apresento a 34ª Antologia Poética de Aniversário da Sociedade do Círculo dos Trabalhadores de Vila Prudente, [...]”
Trecho do texto que pode ser encontrado em uma das orelhas, 
escrito por Luiz Bastos, editor da Nova Literarte.

Primeiro Amor

Terna lembrança dos braços teus,
Estávamos enlaçados por caminhos não trilhados.
Recordações do tempo em que os lobos da pleura rugiam.
Com carinho folheio fotos amareladas,
Irmãs das lembranças retidas nas retinas,
Amigas da saudade do que nunca nos tornamos.

Mulher em transmutação, botão em flor,
Amarílis rubra no jardim do imo da minh’alma.
Românticos navegantes pelas sutilizas das descobertas,
Imergimos em nossas almas nos momentos infinitos,
Até que, a tempestade do destino provocasse nossa emersão.

Pelos entardeceres dos domingos sem fim
Reivindicávamos o direito sobre a geografia dos nossos eus.
Intensos momentos do toque, do beijo, do enlace, do, do, do...
Mulher menina, menina dos olhos meus
Envolvia minh’alma num terno enlace.
Iriamos pela vida?
Riamos da vida!
Ouvíamos o murmúrio da vida.

Antes do início havia o fim,
Morríamos pelas bermas dos caminhos da vida.
Onde estava o rugido dos lobos da pleura?
Rude destino pôr fim a amarílis.

Poema: “Primeiro Amor”, PAULINO, Alexandre Morais. 
ROSSI, Darcy Reis  (ORG). Antologia Poética do 34º Aniversário da 
Sociedade de Poetas do Círculo de Trabalhadores de Vila 
Prudente, pág. 56. Nova Literarte. São Paulo. 2024.


Além do poema “Primeiro Amor”, pode ser encontrado nesta edição o poema “Cortejo” na página 55.

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