quarta-feira, 15 de julho de 2020

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Publicação do livro digital: "Poesia na Varanda"


        Publicação do livro digital Poesia na Varanda com organização de Luka Magalhaes com poetas da nossa literatura marginal, Edições Archangelus.

Link do livro:
https://drive.google.com/file/d/1lW3WkfIqY56IoP_ZrzgULB5qzDfulwRI/view?fbclid=IwAR3s7rtvyLpB_4iBnJ8FsQvPsjWsU1PJCcw5zJsHn6kgmGHPGlWvpFYAP7Q


Minha participação:

“[...]
Diz que apenas coveiros contam.
Contam ou importam-se com os tantos que seguiram.
Seguiram para o além,
Seguiram sem dizer adeus,
Seguiram para o infinito,
Seguiram para dizer a Deus
Que há um demente no centro do país
Que vocifera demências sobre
Uma jovem no país das maravilhas
Que corre atrás de um coelho com relógio.
E, de sua rainha perdida que ele não sabe
Se de copas, Se de ouro, Se de espadas, Se de paus...
[...]”

PAULINO, Alexandre Morais. Trecho do poema “Na Sacada”. Poesia na Varanda. São Paulo. Edições Archangelus, 2020.

“[...]

        Enfrentamos tempos difíceis, em uma situação nunca antes vivida por nós. Estamos distantes fisicamente e nossas relações se adaptaram para tal instante insano. Devemos realizar trocas espontâneas, sejam de abraços virtuais, sejam de novas experiências.

        Pensando nisso, o Projeto “Poesia na varanda” veio para permitir a troca poética entre os cantos do país, entre os escritores que gostam de se comunicar e que precisam disso para libertar o grito poético. Nossos corpos podem estar isolados, distantes e sedentos de abraços amigos, mas nossa poética não. É a partir dela que podemos alcançar corações e mentes de todos os nossos amigos e em todos os cantos.
[...]”
Trecho da introdução do livro escrita por Luka Magalhaes.


terça-feira, 31 de março de 2020

Intervenção Poético Nacional II


Foi divulgada a lista dos autores selecionados para participarem da Intervenção Poética Nacional II, na qual tenho a honra e o prazer de estar entre os selecionados, na lista constam autores de sete países, no âmbito nacional há a participação de autores de 25 estados.

Link com o resultado: https://www.facebook.com/Transve/posts/2517835691811394?__tn__=K-RA

A intervenção estava prevista para ocorrer no período de 10 a 19 de abril de 2020, mas o evento será remarcado devido ao CONVID-19.

O projeto surgiu em abril de 2014 e, em mais de cinco anos, partilhou 7 mil e 600 garrafas poéticas pelo Brasil e em outros 6 países, gratuitamente. Até o presente momento foram 91 Intervenções poéticas que aconteceram em 13 estados brasileiros, dividindo-se por 30 cidades.




A iniciativa é da Transvê Poesias, uma organização que acredita na transformação do mundo através do acesso a arte, da educação de qualidade, da literatura e da sustentabilidade. Por conta disso pensam sempre nas pessoas que irão se conectar a eles e, por isso, seu agir requer consciência, ética, qualidade e simplicidade. Através do simples sensibilizam o outro sobre a vida.

Link do grupo:https://www.facebook.com/Transve/

Dois entre os sete textos enviados para apreciação:


No Prego

Para por lá ir deixo minh’alma
No banco em um prego pendurada.
Agora quando escrever quero,
Ligo para o banco e através da modulação,
Demodulação – parafernálias tecnológicas –
Conecto-me à minh’alma.
Espero até o término do ano enfrentar as agruras dos juros
E suplantar a carestia
E saldar a dívida monetária
E minh’alma resgatar...

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Haikai: Saudade.

Doze do primeiro:
Beijo, aconchego, cheiro ...
Do colo: Adeus!

Olhos marejam
Enchem de mar ao luar
Por vê-la partir...

PS: Saudade tem nome e endereço com: rua, número, bairro, estado, país e código de endereçamento postal, faz porto em meu coração.





sexta-feira, 12 de julho de 2019

Prêmio Máquina de Poesia



          Sei o quão difícil é ser reconhecido por algo que se faz, mais difícil se o fazer é arte, mais difícil se a arte for a literatura, afinal em nosso país lê-se pouco.


          Por conta disso é um privilégio ser selecionado por um prêmio literário, é com muito prazer que compartilho a notícia de ter sido um dos autores selecionados pelo Prêmio Máquina de Poesia.


          O Projeto Máquina de Poesia é uma iniciativa da Editora Jangada, patrocinado pela prefeitura de Jandira. O projeto propõe-se a criação de uma “máquina de poesia” semelhante aos totens que tomam os mais diferentes e variados ambientes e serviços que contará com 100 textos: 50 poesias consagradas, de vultos relevantes da Literatura Brasileira e Universal, cuja obra já tenha se tornada domínio público e outras 50 serão escolhidas por concurso específico. As poesias serão interpretadas por atores profissionais que farão gravação em vídeo. As interpretações poéticas serão traduzidas em Libras.


Link com o resultado:
https://www.facebook.com/ProjetoMaquinadePoesia/photos/a.278707403081534/323709331914674/?type=3&theater

Prêmios anteriores:

Prêmio Cidade de Ponta Grossa - Paraná 
https://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com/2019/02/premio-cidade-de-ponta-grassa-parana.html

Prêmio Barueri de Literatura – 2018
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com/2018/11/premio-barueri-de-literatura-2018.html

Jandira e Outras Terras:
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com/2017/10/concurso-literario-resultado-jandira-e.html

2º Flor do Ipê:
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com.br/2017/09/concurso-literario-resultado-2-premio.html

Favo de Mel:
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com.br/2015/11/favo-de-mel.html

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Prêmio Cidade de Ponta Grossa - Paraná (resultado 2019)



           Na última sexta-feira dia 08/02/2019 recebi um email da secretária de cultura da cidade de Ponta Grossa no estado do Paraná me noticiando o resultado do Prêmio Literário Cidade de Ponta Grossa, no qual fiquei em primeiro lugar na categoria Poesia Nacional (meu quinto prêmio literário – terceiro prêmio nacional).

              Neste momento em que uma parcela do que produzo é reconhecida o que importa além da alegria que aqui compartilho é a consciência de que os prêmios estão no passado e o que importa está no presente e no futuro.

Link do resultado (página 2):
http://www.pontagrossa.pr.gov.br/files/cultura/editais_2015_resultados.pdf

Prêmios anteriores:

Prêmio Barueri de Literatura – 2018
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com/2018/11/premio-barueri-de-literatura-2018.html

Jandira e Outras Terras:
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com/2017/10/concurso-literario-resultado-jandira-e.html

2º Flor do Ipê:
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com.br/2017/09/concurso-literario-resultado-2-premio.html

Favo de Mel:
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com.br/2015/11/favo-de-mel.html

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Prêmio Barueri de Literatura – 2018


        Dia 07/11/2018 foi divulgado o resultado do Prêmio Barueri de Literatura – 2018 (meu quarto prêmio literário) fico feliz em compartilhar este resultado, o poema “Borboleta” ficou em quinto lugar na categoria não residentes que é aberta a participação de escritores de todo o Brasil (meu segundo prêmio nacional).

           Receber um prêmio nacional de literatura é algo singular e gratificante, mas também deve ser um momento de reflexão, pensar sobre o nosso tempo, sobre o que poderá ocorrer em nossas vidas, em nossa sociedade e como os rabiscos que produzo podem refletir sobre tudo isso.

 Link do diário oficial de Barueri com o resultado (página 7):


Prêmios anteriores:

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Saudade



Doze do primeiro:
Beijo, aconchego, cheiro, ...
Do colo: Adeus!

                                         Haikai: Saudade.

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Olhos marejam
Enchem de mar no luar
Por vê-la partir...


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                                                       Alexandre Morais Paulino



PS: Saudade tem nome e endereço com: rua, número, bairro, estado, país e código de endereçamento postal, faz porto em meu coração. Que a brisa leve meus versos em seu dia natal.




sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Somente o tempo




Somente o tempo
 


Queria tê-la por toda uma vida,
Queria vê-la assim minha querida,
Se não pela vida, por primaveras
Sendo minha querida nestas terras.

Não por um ano, um mês sem partida
Sentindo tão querida em minha vida,
Queria tê-la assim uma semana,
Queria vê-la ao menos poucas horas.

Sem esperança sequer de minutos
Ao menos deixa-me a doce lembrança
Seus lábios tocar, tocar e beijar...

Dias, horas, ..., segundos nem olhou
Ao menos deixa-me querer no íntimo
Que no amanhã seu sorriso terei.


                                                                Alexandre Morais Paulino

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Concurso Literário Resultado: Jandira e Outras Terras



        Venho aqui divulgar meu terceiro prêmio literário, o poema: “Livre”, o conto: "Hipopótamos Multicores" e a crônica: "Onde estão os sonhos?" foram selecionados pelo prêmio “Jandira e Outras Terras” patrocinado pela prefeitura do município de Jandira, o concurso teve a participação de autores das cidades de Jandira, Cotia, Itapevi, Barueri, Santana de Parnaíba, Pirapora, Carapicuíba e Osasco que compõem a região do CIOESTE.

        Parabenizo a todos os autores selecionados, a prefeitura de Jandira pela iniciativa e patrocínio, a Segatine Comunicação pela promoção do prêmio, e, todos os autores inscritos que com seus sonhos tornaram essa iniciativa possível.

        Prêmios anteriores:
Favo de Mel: 

2º Flor do Ipê: 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017


“temer”


Temo temer que o povo tema
O temer que venha do Planalto Central.
Temo temer que o povo tema
O temer que venha do Planalto Central.

Vivemos numa época insana
De pessoas insanas,
De pessoas insensatas,
Do temer insano,
Do temer insensato.

Tempos em que na calada noite
Temerários operários do temer
Com canetas não caladas calam sonhos,
Com borrachas borram botões de flores.

Temo temer que o temor do temer
Que venha do Planalto Central
Cala a boca do provo,
Cale o choro da fome,
Fome de coragem,
Coragem que expurgue,
Expurgue o temer,
Temer que venha do Planalto Central.

Vivemos momentos de transe,
Vivemos momentâneos momentos de temer,
De temer que o temer
Que venha do Planalto Central
Coloque em transe os transtornados trabalhadores,
Transtornados de que o temer
Arranque-lhes o direito,
O direito de viver,
De sonhar,
De amar.
Os transformem em trabalhadores,
Trabalhadores autômatos descartáveis.

Não devemos temer o temer
Que venha do Planalto Central,
Não devemos nos calar,
Devemos nos abraçar,
Devemos em coro lançar
Pelas ruas o grito que enlace
Todos os viventes
Para que juntos entoemos:
Fora o medo,
Fora o transe,
Fora o temer
Fora temer.

Alexandre Morais Paulino

sábado, 30 de setembro de 2017

Concurso Literário Resultado - 2º Prêmio flor do ipê


                                        Em  2015 ao anunciar o resultado do concurso literário Favo de Mel (https://www.facebook.com/groups/444882022347357/?ref=br_rs) - organizado por Marcos Torquato e patrocinado pela prefeitura do município de Jandira (Jandira Nova) - achei-me presunçoso ao dizer meu primeiro prêmio literário e ao dizer primeiro há o pressuposto que seguirão outros, pois bem, hoje ao anunciar o resultado do concurso literário Segundo Flor do Ipê, anuncio o meu segundo prêmio literário, meu primeiro prêmio nacional de Literatura.



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sarau



Monahyr Campos apresenta o 2º Sarau do Clubinho Espaço em São Paulo...

Realmente 2017 não está sendo fácil. O mundo vai pegando fogo e nós seguimos surfando pelas labaredas.

Mesmo com o todavia, Com todo dia, com todo ia, todo não ia, A gente vai levando.

E para fortalecer essa levada Monahyr Campos apresenta o 2º Sarau do Clubinho Espaço Cultural. Vamos levando com música, poesia, artes em geral.
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2º Sarau do Clubinho – Não está sendo fácil -

O Sarau é aberto a qualquer manifestação artística, tema livre.
Microfone aberto - chegou, se inscreve e se apresenta
Não há necessidade de inscrição prévia.
Artistas convidados: Alessandra Tozzo, Alexandre Morais Paulino e Claudio Laureatti
Quando: 24 de junho de 2017
Abertura: 18h – encerramento 20:30h

Onde: Clubinho Espaço Cultural – Rua Fradique Coutinho, 172, Pinheiros SP (Loja Paiol)
Mestre de Cerimônias: Monahyr Campos
Organização: Clubinho Espaço Cultural e Monahyr Campos
Evento colaborativo gratuito: o evento é produzido de forma independente e, por isso, estaremos abertos para contribuições como forma de apoio e fortalecimento da iniciativa.
O Clubinho tem comidinhas e bebidinhas com preços camaradas.
Informações do Clubinho: https://www.facebook.com/clubinho.art/
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barbaraivo3@gmail.com

quinta-feira, 9 de março de 2017

She


Solta leve feito bruma no ar.
Volta, voltas nas ondas do mar.
Porta por vezes fecha seu olhar,
Tira seu sorriso, encerra seu caminhar,
Truculento fechar, tornando ermo seu sonhar.

Porta, o marido.
Porta, o pai.
Porta, o chefe.
Porta, tantos senões,
Senões que chaves,
Chaves deveriam ser.
Chave, o marido,
Chave, o pai,
Chave, o chefe
E juntos seguirem
Em seu caminhar.

Mas só não está,
Há o sorriso no ventre a te embalar,
Há a mãe Terra a te abraçar,
Há a Lua a te iluminar,
Há o eco das tuas irmãs,
Gritos de basta
Que ao longo dos anos
Vêm depositando
Nos corações humanos
A semente do respeito.

                                                     Alexandre Morais Paulino

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Diferenças



Mara encontrou um coração bom,
E se fossem vários bons,
E se pelo mundo feito flor
Florissem anjos bons.

E se fossemos vários,
E se pudéssemos tocar vários,
E se o toque pudesse mudar vários,
E se nessa corrente pudessem compor vários.

Quem sabe não mais haveria
Tantos infortúnios, não mais,
Não mais o tapa na cara,
Não mais o escárnio amigo,
Não mais o nada à frente.

Nada mais que o ombro amigo,
Nada mais que o sorriso solto,
Nada mais que o caminhar livre,
Nada mais que o ser humano,
Nada mais que o infinito dentro de si,
Dentro de nós.

Mas não, não somos bons anjos,
Pelo mundo não há anjos bons,
Pelo mundo arrancamos nossos olhos,
Pelo mundo o diferente não enxergamos,
Pelo mundo - além de nós - nada enxergamos.

Palavras doces, não distribuímos,
Estiletes vocálicos atiramos a esmo.
Ferimos, estigmatizamos, quebramos
Tudo que espelho não é.