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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Estação da Poesia: Segunda Coletânea do Sarau do Jabaquara

Esquerda: click de Cleber Baleeiro (Edvaldo Rosa e Alexandre Paulino)
Direita: Capa do livro


Em novembro de 2024 ocorreu o lançamento da segunda coletânea do Sarau do Jabaquara, capitaneada por nossos amigos Carlos Galdino e José Soares, com a edição de Cleber Baleeiro da editora Forja.

"O Sarau ocorre no último sábado de cada mês na Biblioteca CEU Caminho do Mar, Av. Eng. Armando de Arruda Pereira, 5241. Sintam-se convidados. nesta junção de poetas você terá a oportunidade de conhecer a leitura do mundo, a criatividade"
[...]”
Fragmento da orelha escrita por Keiko Yonamine

Para mim é sempre motivo de alegria e honra participar de livros criados por coletivos da nossa arte marginal.

Cadeiras de Poder


Perturbadoramente encontro perturbados,
Que amparados estão em suas cadeiras de poder.
Extasiam-se com suas alexandritas,
Tão mais caras quanto o canto dos pássaros,
Tão mais caras quando o assovio da caverna,
Tão mais caras quando o peixe no rio,
Tão mais caras quanto os filhos da floresta.

Perturbadoramente percebo tantos
Perturbados a seguirem
Os perturbados em suas cadeiras de poder.
Seres alienados em nossa sociedade.
Prendem-se às mídias sociais,
Prendem-se às caixas televisivas,
Prendem-se à vã esperança da ascensão,
Prendem-se aos ditames do capital.

Sonho com a leve brisa
A murmurar nos ouvidos dos perturbados
Seres sonâmbulos,
Que seguem os perturbados em suas cadeiras de poder.
Acordem, despertem, levantem-se e vejam
Que os perturbados em suas cadeiras de poder
Têm todo esse poder
Porque há sonâmbulos perturbados que os seguem.
Ao acordar transformem as cadeiras de poder
Em gravetos lançados à fogueira.
Lançados à fogueira,
À fogueira,
Fogueira,
Fogueira,
Fogueira...

PAULINO, Alexandre Morais. Poema: “Cadeiras de Poder”, página 67,
além de “Cadeiras de Poder” há um haicai e o poema erótico “Entre Corpos” nas páginas 66 e 68.


Siga o Sarau do Jabaquara e seus organizadores:
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Contato: paulinosistemas@hotmail.com

Outros links:
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sábado, 22 de julho de 2023

Estação da Poesia: Coletânea do Sarau do Jabaquara

Alexandre Morais Paulino



No dia 27 de maio ocorreu o lançamento da Primeira Coletânea Poética do Sarau do Jabaquara, Estação da Poesia, organizada pelos poetas Carlos Galdino e José Soares, o livro também foi fruto do trabalho do poeta Manoel Hélio e do Cleber Baleeiro, este último, editor da recém-lançada Edições Parresia.

O sarau ocorre no CEU Caminho do Mar, o mesmo local que abrigou o Sarau Matinal do Beco dos Poetas organizado pelo saudoso Marcio Marcelo do Nascimento e pela poeta Maria Jeremias, por lá encontra-se muitas caras conhecidas do Beco dos Poetas.


Fico feliz em ter a possibilidade de somar com iniciativas de coletivos literários como o Sarau do Jabaquara. Evoé Sarau do Jabaquara. Evoé a poesia, Evoé a nossa arte marginal.




Viola Caipira

Perdido pelo cinza da cidade
Neste meu peito toca uma viola.
Canções do galo em cima da chiola.
Canções do Riachão, chão sem idade.

Há tantos cantos, corações, violas,
Lamentos deste que longe da terra
Vive o tormento como numa guerra.
Preso a tantas translúcidas gaiolas.

Viola chora dentro deste peito.
Sentimento tão distante do orvalho.
Sentimento o transforma em um bandalho.

Viola chora a saudade, o carvalho.
Viola chora o destino desfeito.
Viola lamenta junto do peito.

Paulino, Alexandre Morais. Poema “Viola Caipira”, página 28, “Estação da Poesia: Coletânea do Sarau do Jabaquara”, GALDINO, Carlos; SOARES, José (Orgs). Editora Forja, São Bernardo do Campo, 2023.


Além do poema “Viola Caipira” participo com os poemas: “No Prego” e “Na Fila” nas páginas 29 e 30.

O Sarau do Jabaquara ocorre no último sábado de cada mês às 15 h, venha compartilhar a sua arte.


Contato: paulinosistemas@hotmail.com

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