terça-feira, 29 de março de 2022

39° Edição do CasArte Marginal com Hugo Paz


 

A live de gravação do CasArte Marginal tem a honra de receber Hugo Paz, trabalhador da área da saúde, poeta, artista plástico, musicista e um dos fundadores do Sarau Poesia é da Hora.


O CasArte Marginal é veiculado na Web Rádio CasIlêOca nas terças às 20h e reapresentado nos domingos às 17 h, acesse o endereço da rádio na internet  ou nas principais plataformas e sites para ouvir rádio.


A live será veiculada na página do Face Book da Web Rádio CaIlêoca:
https://www.facebook.com/CasIleOca

Veja mais detalhes no evento:


Veja algumas das edições anteriores em:


Acompanhe a programação da Web Rádio CasIlêOca:

 


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sexta-feira, 18 de março de 2022

Antologia Kartonera 2021 do Sarau NÓIS É PEZÃO

 


No último dia 13/02/2022 participei do lançamento da Antologia Kartonera 2021 do Sarau NÓIS É PEZÃO, que ocorreu na Casa das Rosas. A antologia é fruto de um coletivo de poetas que se organiza em torno do Sarau NÓIS É PEZÃO que vem ocorrendo de forma virtual.

“Agora, nosso sarau passa de viva voz para ser registrada nesta ‘Antologia Kartonera 2021 do Sarau NÓIS É PEZÃO’, [...]. Os poemas aqui selecionados falam dos quereres dos saraueiros sobre gente, sobre coisas, sobre o mundo, matéria natural destes artistas. Assim, replicam vozes que tecem em corrente sonoras juntando gritos de outros poetas que agrupam pessoas para se ouvirem e oportunizarem esta audição a outros [...]. Se ele, o Marco Pezão, tivesse ficado por aqui mais um pouquinho, iria se deliciar com a conexão inter-territorial que a reunião em torno de seu legado proporcionou [...]”


Trecho da Apresentação do livro escrita por Maria de Nazaré Cavalcante de Sousa . 

Ar

Se possível fosse
Tal qual magia
Tal qual alquimia
Tal qual mistura química
Tal qual milagre
Faria de mim oxigênio
Ar puro a ser inalado
Oxigênio em seu entorno
A acariciar teu corpo
Em cada momento
Em cada fragmento
Em cada pensamento
Em cada batimento
Tum-tum do teu coração
A manter o teu pulsar
A oxigenar o teu rubro fluido
A embalar o teu balançar
A acarinhar o teu caminhar
A sua vida
Sua vida
Vida
Vida
Vida
          ●
               ●
                     ●

PAULINO, Alexandre Morais. Poema: Ar. Antologia Kartonera 2021 Sarau NÓIS É PEZÃO. pag. 8. DINIZ, Alai (ORG). São Paulo, Semente Urbana Kartonera, 2022.  


Além do poema “Ar” participo com o poema “Vidas”.

No livro há uma ótima novidade, temos a estreia das minhas filhas como poetas, com o poema "Menina Gigante" da Alana Elis e o poema "Covid 19" da Elen Carolina.


Para adquirir a Antologia entre em contato com Alai Diniz: 
agadin@gmail.com


Contato: paulinosistemas@hotmail.com

Outros links:
http://paulinoalexandreletraseverbos.blogspot.com/
https://alexandrepaulinoxadrez.blogspot.com/
https://www.facebook.com/paulino.alexandre.75/
https://www.youtube.com/channel/UCK92ujv7Ru-FUf1nyZmjEww
@alexandrepaulinopoeta


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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Blog Censura Poética, #PerfilPoeta: Alexandre Morais Paulino

Autoria da foto: Benedito Bergamo

O Blog Censura Poética apresenta-se com um canal da poesia nacional, no qual podemos ter contato com o trabalho de poetas de diversas regiões do nosso país, além disso, pode ser observado a divulgação de vários eventos literários bem como editais relacionados à literatura.

O Blog é uma iniciativa do poeta Richxrd Rxmillo natural de Niterói/RJ, graduado em pedagogia e se auto define como um poeta nas horas vagas.

Para mim é sempre gratificante ter a possibilidade de somar, foi com muita alegria que recebi o convite para participar do projeto.


Flor de Maio

Durante todo ano
Guardo-me em verde esperança
Para o florescer.

Tão viva resquício
Daquela já quase morta.
Chama a Mata Atlântica.

Todas em silêncio,
Cactos, Flor de seda o ímpeto
Multicor em maio.

Autoria da foto: Marilda Borges


Além do poema “Flor de Maio” foi publicado o poema “Gira Mundo” e uma breve biografia. Link com a publicação no Censura Poética:

https://censura-poetica.blogspot.com/2022/01/perfilpoeta-alexandre-moraes-paulino.html?m=1


Prestigiem os canais do Blog Censura Poética:
https://censura-poetica.blogspot.com/
https://www.facebook.com/CensuraPoetica/
@censurapoetica (https://www.instagram.com/censurapoetica/)
e-mail: censurapoetica@gmail.com


Contato: paulinosistemas@hotmail.com

Outros links:
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

3º edição de Outros poetas com Rita Indiana Hernández


 

O projeto Outros Poetas visa um primeiro contato com a produção de um(a) poeta através da declamação de um ou mais poemas e uma breve visão biográfica. 

Nesta terceira edição: Rita Indiana Hernández.

Declamação: Alexandre Paulino. 



Testemunho

Eu sou a única que vira
o embrião do apocalipse
que na cabeça da ponte
como um grafite
que representa, me ungira
e desbaratara.
afundara a espada fluorescente
batizado com aço inoperante.
Sou a tua mamãezinha, aeromoça,
miss da paixão de um cristo rei.
a noção de lazer mais profundo.

A cegonha magra masca chiclete
a estrategistas de pé chato
aquela que sou e serei
for ever, ande ver a mortalmente infectada
de concursos televisados,
carnavais do terceiro mundo buscando a verdade
nos esgotos da nobreza da capital.
nas patinhas abastadas das baratas dos
salões de beleza.

A noite me encontrando solenemente desfeita,
As juntas quebradas de bater portas
E as bordas dos guindastes que levantam falos
Da cidade até o céu.
A profecia anunciara que eu viria combater
A carcoma de gordos semanais
E lápides como sois que derrubam
As cabeças das pessoas como frutas
Golpeadas por um martelo os cachorros da rua
Esses que são o meu domínio
Sujos como as marquises de naco
Sabiam da minha vinda há séculos
Eu sou a mãe.
Vagabundos no inconsciente, trujilhistas,
Meus rebentos.
Sou aquela que enfia o dedo até a ferida.
Sou a ferida aberta desde os setentas
Na cara pálida de Cidade Trujillo
Sou a fera de pelúcia Sou o saco plástico e o verme que procura
Sou o solitário flamboyant que acolhe
Os necessitados
Machões que dão a bunda por um refresco de guaraná.

Essa é a verdade
Sou a vela que abre caminho
A cadela vilã levantada em quatro patas de cimento
A mulher que não serei
Sou uma coisa muito minha
Será possível que ninguém entenda esta solidão?
Venham
Me enterrem completa na estrada
Onde mil fungos esbranquiçados
Agasalharam minhas nádegas
Nanimortas pela magia
Esta magia, mãe das crianças que como eu
Deambulam a noite dominicana
Rarefeitos pela droga
Que o coco secreta quando tem lua cheia
Venham comam do meu corpo
Antes do tempo.
Passar com seu gillette que é um túmulo
E me calculem os pirralhos
Que viriam depois de mim
Olhando com olhinhos uma foto desbotada
Do meu presente
Glória em pampers
Venham
tragam perfume, febres.

Esquimós tenho alojadas na carne do meu espelho
A cidade montará nas minhas costas
E seremos uma Coisa só,
Minha Golden Bárbara Bendita.
Golden doce baby bitch.
Golden carro da sorte Knorr
Golden destino do inoperante
Golden e bendito dom Manuel Del Cabral,
Louco andando nu,
Perseguindo um verso.
Choremos como eu choraria neste caso
E depois uma oração
E depois uma visão
São Michael Jordan
Voando pelos ares Del Ensanche.
Ozama
Vem me ver, corre, vem
As motinhos,
Sabotando todos os dados da sorte.

A velocidade da malícia
De um habitante do manguezal
Sou a estrela dos cachorros desvelados
O Cibao engrandecido
Como um armazém de pedras para comer
O sul, um solo sotaque canino
O leste, um deserto de pessoas mortas e cozidas
Numa panela com forma de diamante
Tudo sob o uivo do homem cão,
O mutante que tem nos bolsos
Escondidas pulgas do mal
A morte de dentes.
Roedora de ossos
A morte raivosa que sempre seremos
O homem cão
Calcula seu próprio peso olhando o obelisco
Os montes de papelão
Nas suas costas adiantando
O apocalipse do quintal
Que também é da mina invenção
Porque tudo o que existe nessa metrópole
É meu, eu nomeei tudo,
fui tudo marionete de rádio,
Televisão dominicana
Dominicana ausente
No show de vickiana
Perdedora de concursos de beleza
Idiota número oito
Cobiçada do domingo balaguerista.
Puta, velha cadela, pobre golden baba

Eu,
Venham até mim os poderes
de um xangó que agora é um Pokémon
A mim sem nomes
Sem aniversários
Sem frangos geneticamente manipulados
Sem cozinha onde preparar meu café
Sem nome
Sem golden

Eu,
aquela que espera seus irmãos
Embaixo da colcha tricolor
Que não é a pátria
É outra coisa alcoolizada pelos dejetos
E o Discovery channel

Eu,
A fervorosa admiradora de Toño
A estrela dos cães que esvoaçam como
Canibais borboletas de sucata
Aquela que brinca com os matacueros,
Sem vergonha,
Filha da puta
Que não são eu
Aquela que vê a cidade esquartejada.
Continua precisando dos seus antigos nomes.
Será que ninguém viu ainda?
Por que ninguém levanta o telefone?
O secretel é a marca da besta
Venham por favor
Me libertem dessa ilha cara cortada
Que não lembra dos seus abortos
Volto a ser eu novamente
A infância de um gatinho cibernético
A sujeira miúda do catolicismo light
Apostando minha sorte
No coração do céu caribenhoO furacão final
Que entrará sem misericórdia
Por todas as portas

O furacão
Que é uma aranha metálica
Com oito pás douradas
Pego na mão.
E, minha mão é a ilha
E, como sempre é tão bonita.

Tradução: Luciana di Leone
Poema de Rita Indiana Hernández
Fonte: https://revistaperiferias.org/materia/tres-vozes-da-poesia-latino-americana-contemporanea/






• Rita Indiana Hernández nasceu em 1977, em Santo Domingo, República Dominicana (Ilha, faz fronteira com o Haiti, e, é próxima de Cuba);

• Ela é a cantora do grupo Los mistérios;

• Publica seu primeiro romance "La Strategy de Chochueca" em 2000;

• Em 2008 produz o álbum Altar Espandex, com a dupla Miti Miti, uma mistura entre naïf, electro, merengue e gagá;

• No final de 2010, El Judero, o primeiro álbum da banda, foi lançado pela Premium Latin Music;

• Atualmente (2012) reside em Miami.


Fontes:
https://www.escritores.org/biografias/17223-indiana-hernandez-rita
https://www.cccb.org/es/participantes/ficha/rita-indiana-hernandez/39440



Conheça um pouco mais do seu trabalho:

Inscreva-se, curta e acompanhe o canal:
Alexandre Paulino - Arte e Educação 

Acompanhe o projeto Outros Poetas:





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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Projeto Poemas Ilustrados Live 19/01/2022


Arte do Projeto, foto do poeta Alexandre Paulino de Malu Pera


No dia 19/01/2022 às 20 h ocorreu a live ligada ao Projeto Poemas Ilustrados, que conta com o apoio do Microcrédito da Prefeitura Municipal de Canoas/RS.

A live será apresentada pela multiartista Daiane Irschlinger e será veiculada em seu canal no youtube, convidado Alexandre Paulino. 

Acesse o link abaixo para assistir a live:

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Próximas lives com os poetas:
       Benette Bacellar;
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       Luam Oliveira;
       Maurício Beat;
         Mari Rigo.



Contato: paulinosistemas@hotmail.com

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sábado, 8 de janeiro de 2022

Projeto Poemas Ilustrados 2021/2022, Alexandre Paulino

Alexandre Morais Paulino
Superior Direito: Foto do poeta de Malu Pera; Superior Esquerdo: Imagem do Projeto Poemas Ilustrados; Inferior Direito: Imagem do vídeo; Inferior Esquerdo: Selfie de Daiane Irschlinger

 

Em 10 de outubro de 2020 a artista multivisual Daiane Irschlinger tornou público a notícia de que seu projeto Poemas Ilustrados havia sido contemplado pelo Microcrédito Cultural da Prefeitura de Canoas/RS. Na oportunidade ela abriu a possibilidade do envio de poemas para avaliação.


Alexandre Morais Paulino
Selecionados pelo Projeto


A lista dos autores selecionados foi divulgada em 15 de novembro do mesmo ano, recebi com muita alegria a notícia de que o poema “A Alma da Floresta” foi selecionado para participar do projeto. Há alguns textos que parecem destinados a galgar horizontes, este poema também foi selecionado para participar da Antologia Geopolítica Ambiental Chorando Pela Natureza, organizada pela Jéssica Iancoski e publicada pela Editora Eu-I de Curitiba. “A Alma da Floresta” também foi inserido no projeto Tome Aí Um Poema que consiste na declamação de poemas de poetas de todos os lugares e de todos os tempos, esta foi a minha segunda inserção no neste projeto.


Vídeos do Projeto:

•  Alexandre Paulino


https://www.youtube.com/watch?v=qOoEyhUGhxs

•  Benette Bacellar

https://www.youtube.com/watch?v=PkFjHrspnDA
•  Dimitri Brandi de Abreu

https://www.youtube.com/watch?v=gv56ob64SgE
•  Helena da Rosa

https://www.youtube.com/watch?v=_YChq1mDuMc
•  Henrique Martins de Freitas

https://www.youtube.com/watch?v=0zVuBK60140
•  Leila Silveira

https://www.youtube.com/watch?v=YNyiuC4IeJU
•  Lota Moncada

https://www.youtube.com/watch?v=D0Sy4XO4q3w
•  Luan Oliveira

https://www.youtube.com/watch?v=MV-bVJG7-q0
•  Mari Rigo

https://www.youtube.com/watch?v=XnBGE5u-iD8
•  Maurício Beat
https://www.youtube.com/watch?v=aOfyJaU76XU


A Alma da Floresta

Chora Catarina e suas Araucárias
Ao ver ao chão sua filha em agonia.
Foram tantas e, tantas e, tantas e, tantas e...
Tantas centenas de anos.
Pobre filha Imbuia do destino certeiro:
Certa da cerca ou como lenha a queimar.
Fino móvel dentro do imóvel
Ao rico, ao opulento o seu lucro não abateu.
Chora Catarina sua filha morta ao chão.

Sapopemas tamborilam na Amazônia
Notícias cinzentas oriundas das cinzas.
A floresta a queimar, a arder, a clamar...
Samaúma a árvore da vida lá do alto,
Esta escada do céu sofre
Com a vista enevoada
Pela fumaça de suas irmãs a arderem.
Seu caule ruidoso um grito de desespero,
Um brado a implorar:
Salvem a alma da floresta.

Milenar anciã emerge dos igapós.
Cuieira vem compartilhar
A sabedoria dos milênios.
Cuieira vem ensinar ao branco homem
A verdadeira força da floresta,
A verdadeira alma da floresta.





Paulino, Alexandre Morais. Poema: “A Alma da Floresta”, pag.27, Antologia Geopolítica Ambiental Chorando Pela Natureza. Iancoski, Jéssica (Org.). Curitiba, Editora Eu-I, 2021.


Disponível em:
https://drive.google.com/file/d/1n1j5ib_RJdot959iUj0lEl3Y5ydKRk4p/view


Acompanhe os canais de Daiane Irschlinger:
https://www.youtube.com/channel/UCnzZWghZYqN6m1TbMHj6G7g
https://www.facebook.com/profile.php?id=100073582749579
@poemasilustrados


Contato: paulinosistemas@hotmail.com



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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

2º edição Outros poetas com Cacá Mendes

Alexandre Morais Paulino
A direita foto do poeta Cacá Mendes de Roberto Candido, a esquerda foto automática. 


O projeto Outros Poetas visa um primeiro contato com a produção de um(a) poeta através da declamação de um ou mais poemas e uma breve visão biográfica.

Neste segundo vídeo Cacá Mendes do Duo Os Conversadores.

Declamação: Alexandre Paulino (vídeo abaixo dos poemas).


Um fake-poema (em voz alta)


Posso me fingir de pobre, de rico
Fugir de mim pra você, todo
Posso me jogar num brilho ou breu
Ser pulga, coelho, camelo ou esquilo

Cantando meus estribilhos
Posso pentear teu sexo, teus cabelos
Fazer música, blefar, coser, trepar
Andar fora de hora, fazer mil magias
Andar de bicicleta, fazer piruetas
Brincar de noite e também de dia

Posso ser Apolo, Dionísio
Não me importa a cena
Posso ser São Paulo, Minas
Ou mesmo estrofe de um poema
Ou qualquer apóstolo
De joelho com Cristo
Querendo viver em Atenas

Posso ser eu mesmo, espremido
Às 18 horas, num metrô na Sé
Fazendo poesia em troca
De algum perfume de açucena

Meu ditirambo é cena ungida,
Teatro de circo, largo de igreja
(que Oswald não nos veja)

E as três raças rezando novena
Pra chover lábios de mel
Beijando os lábios de Iracema

Posso ser José ou Alencar
Maria, jardim ou o além-mar

Mas tudo não passou de um po...meme!

Do Livro: Manifesto do Fim do Mundo, pela Desconcertos Editora (https://desconcertoseditora.com.br/produto/manifesto-do-fim-do-mundo-caca-mendes/).
Você encontra parte da Versão digital em: https://books.google.com.br/books/about/Manifesto_do_Fim_do_Mundo.html?id=Egw8EAAAQBAJ&redir_esc=y 



Adeus brasileiro

Palhaço sem tinta, sem nariz
Palhaço por que quis?
Vai rir, ou vou ter que chorar?
Palhaço vai mergulhar
No asfalto, no trânsito
Palhaço come lâmina
Pra se cortar inteiro
Palhaço é brasileiro
Deus não
Adeus

Antologia Encontro de Utopias na página 178, organizada pela Regina Tieko, publicada pela Editora Patuá.



Acordado

Eu me puxava pelo santo das tuas mãos imaginárias
Para que meus pés não pisassem algum abismo
A rua antiga, feito rua de paralelepípedo, que poderia
Me levar a algum pedaço de História
Da nossa América Latina...

(Depois acordei. Mas ainda dormia).

Me desenhei numa poesia, assim:
Uma vírgula, um ponto ou algumas reticências.
Quando penso em você falando minha língua de Camões
Muchacha, muchacha, muchacha,
Aquí em mis Versus soy rodo América para sus ojos

Do Livro: Manifesto do Fim do Mundo, pela Desconcertos Editora (https://desconcertoseditora.com.br/produto/manifesto-do-fim-do-mundo-caca-mendes/).
Você encontra parte da Versão digital em: https://books.google.com.br/books/about/Manifesto_do_Fim_do_Mundo.html?id=Egw8EAAAQBAJ&redir_esc=y 





• Cacá Mendes (1959), mineiro de Monte Belo;
• Aos 12 anos tem seu primeiro contato com a arte circense;
• Em 1979 muda-se para Campinas e trabalha com o teatrólogo Benê Silva no Grupo M.O.R.T.E. Movimento Revolucionário de Teatro;
• Nos anos 1980 foi um dos fundadores do Cineclube Oscarito;
• Trabalha do Cineclube Bixiga;
• 2008 funda o duo Os Conversadores com Edson Tobinaga;
• 2013 cria em conjunto com Edson Tobinaga o Sarau dos Conversadores;
• Atualmente atua como agitador cultural, é um dos curadores e apresentador do Sarau dos Conversadores, produtor de eventos, professor e consultor em projetos culturais.


Fonte:
PAULINO, Alexandre Morais. Casarte Marginal 1ª edição com Os Conversadores. Novembro de 2019. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=rvayR4DGrU4&t=1740s
https://www.youtube.com/watch?v=xlTGATq1VJE&t=63s
https://www.youtube.com/watch?v=tXf2gSILp9M&t=136s



Inscreva-se, curta e acompanhe o canal: 
Alexandre Paulino - Arte e Educação


Acompanhe o projeto Outros Poetas:




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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Chorando pela natureza: Poesia Geopolítica Ambiental

Alexandre Morais Paulino
Esquerda: Capa do Livro; direita a cima: Sarau na Praça de Cotia - foto da organização; Direita a baixo: Imagem do vídeo do Canal Tome Aí Um Poema.

Em agosto deste ano recebi o convite do canal Toma Aí Um Poema para participar da primeira antologia da editora Eu-I de Curitiba.


“[...] Nós não somos muito de mandar e-mail, então, nem precisa se preocupar com o spam. [...] Esse é só para avisar que estamos com um edital aberto para a nossa antologia poética de tema “GEOPOLÍTICA AMBIENTAL”. [...] Cordialmente [...] As meninas do Toma Aí Um Poema.”
Trechos do convite recebido por e-mail.


A Eu-I é o braço editorial do Canal Tome Aí um Poema, um projeto independente de declamação de Poesia que tem como objetivo espalhar o máximo possível de poemas, encontramos nele poetas de todas as regiões, de todos os tempos, o projeto é uma realização de Jéssica Iancoski e Belise Campos.


“[...]
Sapopemas tamborilam na Amazônia
Notícias cinzentas oriundas das cinzas.
A floresta a queimar, a arder, a clamar...
Samaúma a árvore da vida lá do alto,
Esta escada do céu sofre
Com a vista enevoada
Pela fumaça de suas irmãs a arderem.
Seu caule ruidoso um grito de desespero,
Um brado a implorar:
Salvem a alma da floresta.
[...]”

Paulino, Alexandre Morais. Trecho do poema: “A Alma da Floresta”, pag.27, (Antologia Geopolítica Ambiental) Chorando Pela Natureza. Iancoski, Jéssica (Org.). Curitiba, Editora Eu-I, 2021.


Acesse a versão digital do livro no link abaixo:
https://drive.google.com/file/d/1n1j5ib_RJdot959iUj0lEl3Y5ydKRk4p/view


Além do poema ter sido publicado na antologia, ele foi inserido no Canal do Toma Aí Um Poema, esta é a minha segunda participação no canal, anteriormente o poema “Livre” havia sido inserido no projeto (https://www.youtube.com/watch?v=FeEb5RHet6w).


Contato: paulinosistemas@hotmail.com

Outros links:

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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Palavras Revoltas VI | Quinta Maldita, edição nº 112

 

Alexandre Morais Paulino
Imagens de autoria de Helton Souto 
Foto do poeta de Aline Lopes realizada na Primeiro Expo-Esia de Carapicuiba


No dia 18/11/2021 tive a minha primeira participação no Projeto Quinta Maldita – Palavras Revoltas, que existe desde 2017. O projeto foi idealizado pelo professor, músico e escritor Demétrio Panarotto de Florianópolis-SC. Verifica-se uma alternância na curadoria do projeto que nesta edição foi de responsabilidade do poeta Paulino Junior, já passaram pelo projeto poetas e artistas da cena catarinense, brasileira, latino-americano e europeia.


Atualmente Demétrio Panarotto divide a responsabilidade em tocar o projeto com Marcio Fontoura da produtora Desterro Cultural.


Agradeço ao amigo e poeta Paulino Junior, curador desta edição, pelo convite.



Participam desta edição:
1) André Berté, Fran, Tereza e Catarina: Vinheta para Palavras Revoltas;
2) Everaldo Ygor: Intervenção Poética;
3) Lia Presgrave: sem título;
4) Alexandre Morais Paulino: Carne ao Molho Madeira;
5) Lia Presgrave: sem título;
6) Robson Ceron: Noites de Dialética;
7) Caléu Moraes: trecho de As aventuras de Lorde Nélson;
8) Lia Presgrave: sem título;
9) Alexandre Morais Paulino: Amor aos Milhares;
10) Branca Scliar Cabral: Ronco;
11) Jhonatan Carraro: extraído de Poesia para as ágoras de agora;
12) Alexandre Morais Paulino: Por Todos;
13) Lia Presgrave: sem título;
14) Paulino Júnior lê Eglê Malheiros: Revolução;
15) Luciana Tiscoski: Liturgia Ofídica;
16) Duo Nosso Samba (autoria de Alvinho Guimarães): Colcha de Retalhos.


Ilustrações no vídeo de imagens sobrepostas por Helton Souto.

Link do Canal do projeto no youtube (bora lá somar):



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